Haviam sempre tempestades dispostas as nos desviar dos nossos caminhos, tempestades que teriamos de enfrenta-las ou tomar um caminho diferente. Então oque faríamos? querendo ou não ambos seriam difíceis e outros inaceitáveis. Tínhamos opções mais não tínhamos escolha, então ficamos ali até a tempestade amenizar, ali naquela encruzilhada. Oque tem atras daquele imenso furacão? Ficamos por tempos debatendo sobre aquilo, e nada de amenizar, seria enfrentar ou seguir caminhos opostos. Talvez nós nem tivéssemos forças o suficiente para ultrapassa-lo, não sei, parecíamos tão cientes de nosso objetivo… mas eu não pensava no medo de poder não voltar de uma queda ou de um ferimento grave ocorrido na tentativa, pensava mesmo é no que teria ali atras, no resto da estrada, como seria em diante. Então foi ai que eu a olhei nos olhos acompanhando o movimento que sua pupila fazia com certo espanto, ao esperar oque eu brevemente diria. Estendi minha mão até a dela e disse “venha comigo?” Ela me olhava com receio, mas ao ver minha consistência e convicção, entrelaçou seus dedos aos meus fazendo os encaixar. Partimos dali sem saber, como nem se conseguiríamos alcançar o outro lado, mais fomos porque tínhamos uma certeza, tínhamos certeza do sentimento que sentíamos, e o quão gigantesco ele era que poderia assustar e afastar enormes tempestades. Fomos porque sabíamos que seriamos capazes, fomos porque havia amor.
E eu acho que amor é mais do que apenas segurar ás mãos..
Meu problema é esse, eu nunca tô preparada pra perder alguém. Se eu perco, desabo. Se desabo, me acabo. Se me acabo, eu mudo. E pra voltar a ser a mesma dá um trabalho.
Sei que não foi capaz de perceber, mas eu larguei todos os olhares carinhosos e os abraços apertados por um espaço pequeno entre os seus braços. E largaria tudo de novo, mas acho que dessa vez, você deveria ao menos saber, que tudo que tudo que eu fiz, foi por gostar de você.
Sintoniza o amor eterno que vem de Jah.